| Ocupações e ampla manifestação marcam a Jornada Unificada de Lutas em Fortaleza |
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| Escrito por Helena Martins | |||
| Dom, 16 de Agosto de 2009 10:50 | |||
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A passeata teve início na Praça do Ferreira, onde manifestantes denunciaram a agressão empreendida pelo Grupo Otoch à ocupação Raízes da Praia, organizada pelo Movimentos dos Conselhos Populares. “Não vamos sair de onde temos raízes, somos filhos e filhas de pescadores”, afirmava a moradora da comunidade e integrante do MCP, Luzirene, destacando a luta da população da Praia do Futuro na resistência aos especulares que querem expulsá-los do local. O vereador João Alfredo (PSOL) exigiu a desapropriação da área por parte da prefeitura para garantir a moradia das pessoas que estão acampadas. Na manifestação, também foi denunciada a violência contra os assentados da Comunidade Maceió, em Itapipoca, onde o empresário Júlio Pirata vem organizando milícias para atacar a comunidade. Cerca de duas mil pessoas seguiram pelas ruas do Centro, chamando a atenção dos trabalhadores dos comércios para a jornada de trabalho excessiva às quais são impostos e exigindo a cumprimento da lei que a reduz. Depois, dirigiram-se à Coelce, denunciando os altos preços pagos para que a população tenha acesso à energia elétrica e conclamando os trabalhadores à luta: “Trabalhadores na rua! A luta continua”. “O preço da luz é um roubo. A vítima é você!” Em carta ao Presidente da Companhia Energética do Ceará (Coelce), a Assembléia Popular do Ceará, que agrega diversos militantes e movimentos sociais, afirmou: “decidimos não aceitar a continuidade da exploração que tem atingido a maioria da população. Reconhecemos nas privatizações uma das formas mais perversas que o capital encontra para acumular. Isso tem significado injustiças sociais”. O grupo exigiu que a empresa tomasse providências em relação ao preço da tarifa, que, principalmente após sua privatização, em 1998, tem explorado o povo. Unidade na luta O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra também participaram da Jornada Nacional de Lutas. O MAB, que desde a madrugada do dia 12 está ocupando a sede da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), na avenida Bezerra de Meneses, cobrou o o reassentamento da população atingida por barragens das áreas atingidas pelo Castanhão; na região do Maciço de Baturité e do município de Alto Santo. Segundo Josivaldo Alves de Oliveira, da Coordenação Nacional do MAB, “também estamos cobrando pautas históricas, como o perdão da dívida dos pequenos agricultores, a terra para assentamento dos filhos dos atingidos por barragens, que são quase 2000 famílias, a assistência técnica para os assentamentos, infra-estrutura como estradas, pontes, escolas e o acesso à água”. O MST ocupa a sede do Incra em Fortaleza desde a segunda-feira, 8, em ação que também compõe a Jornada Nacional em Defesa da Educação e do Pronera.
* Fotos: Dudu Viana
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