Contra o autoritarismo e a repressão de Cid Gomes, apoiamos os trabalhadores da segurança pública
Escrito por Livino Neto
Seg, 02 de Janeiro de 2012 16:22
E agora Cid Gomes? A polícia que o governo do estado utilizou tantas vezes para massacrar a juventude pobre nas periferias, calar os trabalhadores em suas manifestações legitimas e manter a ordem pelo medo e a imposição do poder coercitivo, hoje não existe. Os trabalhadores do setorda segurança pública, cansados do massacre cotidiano imposto pelo governo, através de péssimas condições de trabalho e salários irrisórios, mostram o chicote a aquele que por vezes ordenou o açoite da classe trabalhadora.
O PSOL não se omite e está presente, através da sua militância, na luta de todas a categorias e setores criminalizados pelos governos de Cid, Luizianne e Dilma. Somos solidários a todos aqueles que escolhem o caminho da luta social, das manifestações e das greves, para a conquista e garantia de direitos. A intolerância do governo, já demonstrada, assim como em outros momentos, na greve dos professores, só evidencia uma postura autoritária, de quem não tem o dialogo como horizonte político: em vez de negociar com as categorias paralisadas prefere punir e massacrar os trabalhadores.
Hoje os policiais e os bombeiros do estado do Ceará se levantam pelos seus direitos, recusando o cabresto de uma hierarquia militar que impõe a dominação e autoritarismo aos trabalhadores destas categorias. Convocamos que estes mesmo trabalhadores se levantem todos os dias, que ignorem esta burra hierarquia sempre que houver qualquer manifestação em defesa ou conquistas de direitos, que não permitam que sua força de trabalho seja utilizada para reprimir os seus iguais.
Estamos juntos dos trabalhadores da segurança pública, exigimos que o Governo do Estado abra negociação com as categorias paralisadas e suspenda qualquer punição.
Greve de militares: expressão de crise
Uma greve nas forças repressivas do Estado não é um fato comum. Revela uma grande crise política nas altas esferas do governo, que perdeu as rédeas de seu mais decisivo aparelho de defesa. Sem esse aparelho, fica impossível o controle não só sobre os que vivem à margem da Lei (os ditos criminosos) mas também sobre os que vivem à margem da chamada cidadania, privados de trabalho, moradia e demais direitos sociais.
Por isso, para o governo, a primeira preocupação não é em procurar uma saída negociada com os grevistas, mas restabelecer sua autoridade de comando.
Essa preocupação é tão mais intensa quanto mais se anuncia no horizonte uma nova intensificação da crise mundial do capitalismo. Uma breve olhada sobre o que acontece no mundo, seja na Grécia, Chile ou EUA nos mostra que a intensificação da crise leva ao despertar da resistência popular e ao enfrentamento com as forças de defesa do sistema.
No Brasil não é diferente. Embora até aqui o país não tenha estado no epicentro da crise econômica, a intensificação dos conflitos sociais já é uma realidade. Os grandes negócios gerados pela realização da Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 e as obras do PAC tem gerado um impacto extremamente perverso sobre as condições de existência do povo pobre e do meio ambiente. Para controlar a resistência das comunidades removidas e a superexploração dos trabalhadores, os governos precisam que seu aparato repressivo seja inteiramente confiável, mesmo que para isso sejam obrigados a fazer alguma concessão imediata, melhorando salários e condições de trabalho.
A única concessão que não pode fazer é permitir a a insubordinação da tropa e a quebra da hierarquia militar.
Uma categoria especial de assalariados
Com a falta de empregos, a carreira de policial ou bombeiro militar tornou-se atrativa para milhares de trabalhadores, especialmente os mais jovens. Muitos desses novos soldados têm formação superior e passaram por experiências de luta junto aos movimentos estudantil, popular e sindical.
Mas os soldados da PM/Bombeiros não são assalariados comuns. Se de um lado, por suas condições de existência concretas, vivendo com baixos salários e morando em bairros pobres, aproximam-se dos demais segmentos da classe trabalhadora, por outro, como força especializada de repressão, são usados pelo Estado para defender os ricos, atacar as lutas sociais e aterrorizar as comunidades pobres.
Em tempos normais, essa contradição é resolvida em favor dos governos e das classes dominantes. Mas em situações especiais, como essa greve, eles podem ser empurrados a unificar-se com a classe trabalhadora, e desempenhar um importante papel na luta de classes.
Rumo à Greve Geral
Por isso, estamos do lado dessa luta. Seu exemplo mostra para outros setores que é possível lutar, apesar de toda repressão e de todos os obstáculo à organização da categoria.
Além disso, a greve dos soldados PM/Bombeiros repõe uma questão central: o do papel da classe trabalhadora. Movimentos como dos indignados, com suas ocupações massivas de praças e outros locais, mostraram imenso poder simbólico. Mas mesmo quando puderam prolongar-se por várias semanas, como o “Ocupe Wall Street” nos EUA, não tiveram força para travar o mecanismo do que move o mercado capitalista.
Quando a classe se movimenta, tudo isso muda. Quando rodoviários, comerciários e servidores recusam-se a trabalhar, obrigando os próprios patrões a recolher os coletivos e baixarem as portas de seus negócios, aterrorizados pelos assaltos e arrastões, o mercado fica paralisado e o sistema é posto em xeque.
É a volta do cipó de aroeira anunciada no protesto feito canção.
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Última atualização em Qua, 04 de Janeiro de 2012 12:59
Nota do PSOL Pacajus - A PRISÃO DO PREFEITO PEDRO JOSÉ E DE SEUS “SÓCIOS POLÍTICOS”.
Escrito por Psol Pacajus
Sex, 30 de Dezembro de 2011 02:40
Pacajus nas páginas policiais. Há poucos dias era o ESCÂNDALO DOS BANHEIROS, agora a prisão do prefeito, dos vereadores e dos secretários; fatos que nos envergonham. Aqueles que foram “eleitos” para administrar com honestidade estão presos pela prática de vários crimes contra o povo de Pacajus (formação de quadrilha, peculato, improbidade, desvio de recurso e etc).
O valor “roubado” (dezenas de milhões) dava no mínimo para equipar o hospital e oferecer boa saúde; melhorar a qualidade da educação; investir na infraestrutura da cidade; valorizar os servidores públicos; organizar e cuidar de Pacajus. Mas faltou cidadania e respeito aos direitos da população. E a câmara? Qual sua utilidade? Não tinha conhecimento dos crimes? Deveria se antecipar à Justiça e cassar o mandato dos corruptos...
E agora Pacajus, haverá alguma mudança de rumo? Sem expectativas. A população conhece bem o vice-prefeito e sabe de seus costumes políticos. Faz parte dessa mesma política velha e mama no poder há mais de 30 anos. É membro do grupo político que tem figuras envolvidas no ESCÂNDALO DOS BANHEIROS. Se o Vice que assumiu for diferente, terá que pedir aos órgãos de fiscalização para apurarem também a podridão da “DESASTRAÇÃO” do FAN CUNHA. Pedro José ajudaria Pacajus se denunciasse como ganhou o cargo de prefeito patrocinado pelo FAN CUNHA.
A população sofre com a dominação dessas raposas da velha política... Há 30 anos isso se repete. É preciso mudar esse modelo político. Quem gasta milhões para “comprar mandato” irá roubar o dinheiro público (o candidato a prefeito do P-SOL na última eleição advertiu). Daqui a 10 meses haverá escolha de novos dirigentes... O povo deve ficar atento. Já se vê a movimentação de um grupo político em Pacajus apadrinhado por pessoas envolvidas em escândalos recentes (dólar na cueca). Dizem que tem muito dinheiro para gastar na próxima eleição de prefeito.
Que nos livrem das velhas e novas raposas que compram os mandatos para roubar e oprimir o povo de Pacajus!
BOAS COMEMORAÇÕES DE FINAL DE ANO!
P-SOL-50! POR UMA NOVA POLÍTICA
Última atualização em Sex, 30 de Dezembro de 2011 02:41
Contra o "rolo de Cid Gomes": em defesa das 5 mil famílias ameaçadas pelas obras do VLT
Escrito por Livino Neto
Seg, 19 de Dezembro de 2011 11:20
Todo apoio à representação enviada pelo PSOL ao Ministério Público contra o “rolo” do Cid e à ação civil pública contra a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) do Estado do Ceará, impetrada pela Defensoria Pública, em defesa de cerca de cinco mil famílias de Fortaleza ameaçadas de remoção pelas obras do VLT.
No dia 7 de dezembro, o PSOL Ceará entrou com representação junto ao Ministério Público, denunciando e solicitando apuração e providências legais contra a conduta do governador Cid Gomes (PSB), flagrado em vídeo amplamente divulgado através da internet, no qual o governador aparece, durante a comemoração de cooperativa de empresários da construção civil, negociando e divulgando informações privilegiadas com um grupo de empresários do setor.
Cid Gomes propõe, de maneira absolutamente contrária à impessoalidade, legalidade e publicidade, que são princípios básicos da administração pública, um "rolo" que permitiria às empresas de construção civil, após a desapropriação de terrenos por parte do poder público estadual, a verticalização (construção de edifícios) destas áreas, o que seria bastante lucrativo à especulação imobiliária.
Paralelo a isto, a Defensoria Pública entrou com uma ação civil pública contra a Semace e o estado do Ceará, solicitando a suspensão da Licença Prévia do Projeto VLT até que sejam apreciadas as irregularidades apontadas, como a insuficiência das alternativas locacionais e tecnológicas, a não realização de audiência pública para debater as complementações ao EIA/RIMA com as comunidades atingidas, a falta de Licença Urbanística e a inexistência de Estudo de Impacto de Vizinhança.
Trata-se da defesa de cerca de cinco mil famílias de Fortaleza que vivem ameaçadas de remoção pelo projeto do VLT, um veículo que está sendo construído pelo Governo estadual às margens do ramal ferroviário da RFFSA, no trecho Parangaba – Mucuripe. Em vários trechos, a linha que o governo pretende construir desvia de grandes empresas privadas e de terrenos vazios, mas atinge comunidades inteiras.
Os dois casos não estão dissociados, pelo contrario, revelam a lógica de desenvolvimento do governo, promotor de verdadeiro racismo ambiental, tratam-se de comunidades pauperizadas que vivem nesses locais há cerca de 30 anos e que terão seus modos de vida e suas relações comunitárias completamente alterados, enquanto os mais ricos não serão afetados pelas obras, pelo contrario, afirmarão o seu projeto de cidade segregada, intensificando ainda mais a exclusão social. Pretendem, assim, tirar 5 mil famílias de suas casas, em uma cidade em que 250 mil famílias não possuem onde morar, excluindo os mais pobres e marginalizados da vida da cidade, enquanto beneficiam os empresários e os especuladores.
Convocamos a população a apoiar a representação enviada pelo PSOL e a ação civil pública da Defensoria Pública, assim como se engajar nas articulações e movimentos contrários à barbárie proposta por Cid Gomes (PSB) e sua base aliada.
Militância do PSOL critica sistema de educação das administrações de Cid e de Luizianne
Escrito por Helena Martins
Qui, 24 de Março de 2011 10:33
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Soraya Tupinambá fala sobre crise do sistema capitalista, em inserção do PSOL
Escrito por Helena Martins
Qui, 24 de Março de 2011 10:30
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Última atualização em Qui, 24 de Março de 2011 10:31